Estelionato eleitoral

Nem bem o ano terminou e o povo brasileiro já começa a pagar o pato pela irresponsabilidade e incompetência do governo Dilma. O déficit nas contas públicas em 2014 é o pior da história, com um rombo que ultrapassa R$ 18 bilhões.

Agora, na calada da virada do ano, o governo anuncia mudanças no seguro-desemprego e nas pensões por morte, entre outras, que vão prejudicar bastante os trabalhadores.

Trata-se, na prática, de mais uma demonstração do estelionato eleitoral ao qual o povo brasileiro foi submetido, já que durante a campanha a então candidata à reeleição garantiu que não alteraria os direitos trabalhistas de forma alguma. Em setembro, questionada por um empresário se mudaria as leis trabalhistas no País,
Dilma respondeu: “nem que a vaca tussa”. E foi além: passou a campanha dizendo que seus adversários Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) mexeriam em direitos trabalhistas, se fossem eleitos.

Agora, depois do anúncio, o governo alega que as medidas não reduzem direitos, mas corrigem distorções. Ou seja, não percebeu que não está mais em campanha e continua enganando o povo brasileiro. Dilma e seus comparsas mentiram durante a campanha e continuam mentindo, mostrando que sua capacidade manipulatória não tem fim.

E agora, Patah?

O que causa muita estranheza é a forma tímida que os dirigentes de centrais sindicais, particularmente Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), estão reagindo às perdas nos direitos trabalhistas anunciadas pelo governo.

Então, fica a pergunta a Ricardo Patah: como você vai explicar seu apoio à candidata Dilma nas últimas eleições?

Enilson Simões de Moura (Alemão)
Vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Presidente do Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sindbast)

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